Vendas do varejo avançam 1,7% em novembro

Dando continuidade ao movimento oscilatório observado desde agosto de 2017 – após cair em outubro (-1,6%) – o volume de vendas do comércio varejista cearense avançou 1,7% em novembro. Com o novo resultado, o setor também voltou ao patamar positivo sobre igual período de 2016, ao passar de -0,9% (outubro) para 2,8% em novembro. Os números constam da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Sobre a pesquisa anterior, houve uma relativa estabilidade da perda acumulada no ano, para -2,2%, mas uma melhora na análise em 12 meses, para -2,7% – em outubro, os índices foram de -2,8% e -3,3%, respectivamente. Já no varejo ampliado – que inclui os setores de veículos e materiais de construção –, acompanhando a elevação de 7,5% em setembro e de 8% em outubro –, houve novo crescimento, de 5,2% sobre igual período de 2016, enquanto que, em 12 meses, o índice negativo acumulado no ano, de -0,2% (outubro) deu lugar ao crescimento de 0,6%. No ano, a alta acumulada é de 1,6%.

Das 27 Unidades da Federação, 24 registraram alta no volume de vendas, em relação ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, com destaque para Minas Gerais (6,8%), Maranhão e Pernambuco (ambos com 3,9%, cada). Por outro lado, entre os que recuaram em vendas, no País, na mesma base de comparação mensal, Tocantins (-1,8%) destacou-se com a principal retração.

Comportamento
Na passagem mensal, conforme o levantamento, todos os estados do Nordeste avançaram, sendo que o Ceará deteve o quarto melhor resultado mensal do varejo na região, atrás de Maranhão, Pernambuco, Sergipe (2,4%) e Rio Grande do Norte (2,2%). No varejo ampliado – cujo cálculo é feito em separado porque os dois setores também vendem para o atacado –, o Ceará aparece em sexto lugar, em relação a novembro de 2016, com o maior resultado, atrás de Maranhão (13,6%), Alagoas (7,7%), Sergipe (6,6%), Piauí (6,4%) e Pernambuco (5,4%). Nessa base, todos os estados nordestinos registraram alta.

A receita nominal também avançou, contrariando o cenário negativo, em relação a outubro, de -1,2% para 1,7%. Também houve melhora na comparação com igual mês de 2016, de 1,9% – enquanto que, em outubro, houve perda de 1,4%, nessa mesma base –, reduzindo a perda no acumulado de 2017, para -0,5% – em outubro, o saldo negativo acumulava -0,8%. Considerando o varejo ampliado, a receita avançou 3,4% em relação a novembro de 2016, acompanhando o ganho de 5,2% de outubro, nessa base. Já em 12 meses, a variação permaneceu em 1,5% de alta. Entre janeiro e setembro de 2017, o ganho passou a ser de 1,7%, acima da alta acumulada de 1,5%, até outubro.

Por atividades, no Estado, entre as atividades que registraram as maiores altas, sobre novembro de 2016, estão equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (27,1%); eletrodomésticos (23,9%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (18,4%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (17,7%); e material de construção (16,4%). Já veículos, motocicletas, partes e peças – que exercem peso importante no índice geral – caíram de 25,6% para 6,2%. Por outro lado, as maiores retrações observadas nas vendas, nessa base de comparação, são de combustíveis e lubrificantes (-24,5%); e móveis (-16,7%) – que acumulam expressiva queda de 28,9% desde janeiro.

 

Com Black Friday, vendas sobem 0,7% no País
As vendas do comércio varejista fecharam novembro com alta de 0,7% em relação a outubro, no País. A alta do penúltimo mês de 2017 compensou a queda, também de 0,7%, ocorrida no mês imediatamente anterior. Contribuíram para o indicador vendas melhores de artigos de uso pessoal e doméstico (8%), e móveis e eletrodomésticos (6,1%). As melhores vendas tiveram impacto das festas de final de ano, além da redução da inflação e da taxa de juros.

A Black Friday, que é a data do varejo em que os lojistas fazem promoções para atrair clientes, também teve impacto positivo sobre as vendas. Em outubro, as vendas do comércio tinham sido fracas justamente porque consumidores optaram por esperar a data de descontos do mês seguinte. Livros, jornais e revistas (1,4%), artigos farmacêuticos (1,2%) e vendas em supermercados e de produtos alimentícios (0,8%) também tiveram desempenho melhor em novembro frente a outubro. Na ponta oposta, combustíveis e lubrificantes tiveram queda de 1,8% na esteira de aumentos de preços praticados pela Petrobras. Equipamentos e materiais de escritório, informática e comunicação tiveram queda de 5,8% na passagem de outubro para novembro.

No varejo ampliado, o indicador de novembro teve alta ainda mais expressiva, de 2,5% frente a outubro. É uma melhora em relação ao verificado no mês anterior, quando o varejo ampliado havia registrado queda de 1,7%. Na comparação anual, de novembro com igual período de 2016, a alta do varejo ampliado foi ainda mais expressiva, de 8,7%. Veículos, motos, partes e peças tiveram, em novembro, alta de 1,5% em relação ao mês imediatamente anterior, e de 9,2% na comparação com novembro de 2016. Já material de construção teve alta de 2,3%, revertendo queda de 0,8% de outubro. Na comparação anual, com novembro de 2016, a alta foi de 14,9%.

O Estado