Várzea Alegre

Doador de medula encontrará menina receptora depois de dois anos

A sensação de fazer alguém feliz, ou ainda de salvar a vida de alguém, será algo presenciado nos próximos dias pelo professor Eduardo Sá, 29 anos.

O varzealegrense que é doador de medula óssea, depois de dois anos que fez o procedimento, irá conhecer no sábado, 14, uma criança de 10 anos que foi beneficiada com sua doação. O encontro ocorrerá bem distante de sua terra natal, é justamente em Natal – RN, mesmo, no HEMONORTE (Avenida Almirante Alexandrino De Alencar, 1800 – Tirol – Natal/RN), que o professor de língua portuguesa terá o contato com aquela identificada apenas por Clara, que ele pode ajudar em seu tratamento.

Mas como ele conseguiu fazer uma doação para alguém tão distante?

_ Fiz um cadastro em uma campanha de doação de sangue promovida pelo Lions Club daqui de Várzea Alegre, na época em parceria com a ação social. Esse cadastro é feito uma única vez e seu registro fica no REDOME – (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) para que se caso surja alguma pessoa compatível eles já tenham dados de possíveis doadores. (Quando uma pessoa necessita de doação de medula eles recorrem a esse cadastro para ver se há compatibilidade com alguém). Disse.

Eduardo disse ainda que após dois anos, a equipe procurou a sua pessoa para ser feita a doação.

_ Há dois anos entraram em contato comigo falando que havia sido encontrada uma pessoa compatível comigo e se eu teria interesse de fazer a doação. Prontamente eu falei que sim e me pediram para que eu fosse até um Hemoce mais perto para fazer alguns exames. Eu fui a cidade de Iguatu. Algum tempo depois, recebi um telegrama pedindo para que eu entrasse em contato com o REDOME, novamente, fui comunicado que havia uma pessoa compatível comigo e se ainda teria interesse em doar a medula óssea. Falei que sim. E me falaram que eu não teria nenhum contato nem com o receptor e nem com sua família. Se haveria algum problema. Falei que não, que tudo bem. Fui a cidade de Jaú SP para realizar uma nova bateria de exames e estando tudo certo, após 20 dias retornei para fazer o transplante.

E depois de dois anos, Eduardo Sá terá a grande oportunidade de conhecer a criança.

_ Agora, depois de 2 anos descobri que é uma menina de 10 anos que se chama Clara. Ela mora em Natal-RN e esta ONG (Humanização e Apoio ao Transplantado de Medula Óssea do Rio Grande do Norte – HATMO-RN) que ajuda pessoas que necessitam de doadores de medula está promovendo o nosso encontro. Disse.

O professor que trabalha na Escola Manoel Gonçalves da Silva, distrito de Arrojado, Lavras da Mangabeira, e já foi coordenador da Renovação Carismática Católica, viajará nesta quarta-feira, 11, e até sábado estará concedendo algumas entrevistas nos meios de comunicação local (Rádio e TV), para incentivar pessoas a fazerem  doação e entrarem para o cadastro de doadores de medula óssea.

_ É muito importante que aqueles que doam sangue façam o cadastro que fiz, caso queira também se tornar um possível doador de medula óssea. Esse cadastro é feito através da coleta de um pequeno frasco de sangue que é retirado para análise. A partir de então, seus dados ficam guardados no REDOME. Encerrou.

O evento em que Eduardo participará, reunirá várias crianças, e é denominado de “Páscoa da HATMO 2018”, e além de várias simbologias do período, a emoção ficará marcada na vida dos dois, o encontro entrelaçado pelo mesmo sangue.