Ceará

Ceará supera média de motorização do Nordeste

Entre os anos de 2011 e 2016, o Ceará avançou na quantidade de veículos para cada 100 habitantes. A taxa de motorização do Estado, no ano de 2011, era de 22,83, elevando-se nos anos seguintes até atingir o índice de 32,45 veículos – o que corresponde à terceira maior taxa entre os estados nordestinos, atrás apenas do Rio Grande do Norte e Piauí. O resultado aponta que o Ceará tem uma taxa de motorização muito superior à da região Nordeste (28,08%), mas inferior à média do País (45,55%). Os dados foram divulgados, ontem, pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), através do Informe 118 – “Análise comparativa da taxa de motorização do Ceará, Nordeste e Brasil – 2011 a 2016”.

O Informe, tem por objetivo analisar a evolução da taxa de motorização entre os anos de 2011 e 2016, realizando uma avaliação comparativa deste indicador para o Brasil, Nordeste e o Ceará. “A motivação principal do trabalho é justificada pela importância desse indicador para as ações de políticas públicas de mobilidade urbana”, destacou o Ipece, em nota. A taxa de motorização corresponde ao percentual da divisão da frota de veículos pela população total de certa área geográfica, que pode ser um País, Estado ou município. O cálculo desse indicador foi realizado a partir de informações da frota de veículos fornecidas pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e da estimativa da população anual, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Comportamento
Diversos fatores podem explicar o aumento da aquisição de veículos, como as políticas de facilitação do acesso ao crédito, medidas de exoneração fiscal, como por exemplo, a redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), além do aumento da renda das classes “D” e “E”, segundo o Ipece, O documento ressalta que as transformações socioeconômicas experimentadas pelo Brasil, nos últimos anos, proporcionaram mudanças nos padrões de acesso a bens de consumo em todas as camadas sociais, e o automóvel e a motocicleta estão entre os bens de consumo cada vez mais acessíveis.

No Ceará, a taxa de motorização no ano de 2011 era de 22,83%, elevando-se nos anos seguintes até atingir o índice de 32,45 veículos para cada 100 habitantes em 2016. No tocante à frota de veículos, menciona-se que o crescimento no Estado foi bastante significativo, entre os anos de 2011 e 2016, passando de 1.947.552 unidades (2011) para 2.909.172 veículos (2016) – um aumento relativo de aproximadamente 50%.

No ranking por municípios, dentre os que tiveram as dez maiores taxas de motorização, estão Ipaumirim (78,58%), Pereiro (61,81%), Tabuleiro do Norte (57,28%), Limoeiro do Norte (49,99%) e Guaramiranga (45,87%). Já os menores índices, em 2016, ficaram com Aiuaba (16,01%), Umirim (15,99%), Acarape (15,84%), Ererê (15,49%) e Palmácia (15,4%).

Conjuntura
No País, a frota total de veículos, em 2011, era de 70.543.535 unidades, sendo que no ano de 2016 este valor elevou-se para 93.867.016 veículos, representando uma taxa de crescimento relativo de 33,06%. Em igual período, o Nordeste apresentou as maiores taxas de crescimento anual da taxa de motorização entre as macrorregiões brasileiras no período avaliado, destacando-se a influência das regiões metropolitanas de Fortaleza, Salvador e Recife no aumento desses índices. Na região, a frota total de veículos passou de 10.721.675 (2011), para 15.984.360 veículos (2016), sendo que a taxa de motorização passou de 20,03% para 28,08%, nesse intervalo.

Estado contraria tendência nacional
Contrariando os resultados do Brasil e do Nordeste, 11 dentre os 184 municípios do Ceará (5,9%) apresentam a frota de carros superior à frota de motocicletas, sendo eles: Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Tianguá, Pacajus, Aquiraz, Cascavel, Beberibe, Ipaumirim, Chorozinho e Fortim. A quantidade de motocicletas no Estado cresceu 34,68%, no período pesquisado, passando de 838.004 motos, em 2011, para 1.282.954 no ano de 2016. Nessa análise, a capital cearense detém mais de 50% da frota de veículos do Ceará (53,83%, com 580.457 veículos), enquanto que, em relação às motocicletas, o percentual registrado foi de 21,59% (276.397 unidades).

Enquanto isso, a motocicleta exerceu forte influência na elevação das taxas de motorização em todo o País. “A frota de motocicletas no Brasil, que era de 15.579.899 unidades, chegou à marca de 20.942.633 motos em 2016, um acréscimo de mais de cinco milhões de veículos. As motocicletas correspondem a 22,31% da frota de veículos nacional”, destacou o Ipece, com base nos dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Já a região Nordeste apresentou um significativo crescimento na frota de motocicletas no período estudado, passando de 3.986.058 unidades, em 2011, para 6.107.168 motos no ano de 2016, atingindo um valor bem próximo ao número de veículos.

Fonte: O Estado