Várzea Alegre

Olho D’Água integra relação de açudes com necessidade de recuperação prioritária

O açude Dep. Luiz Otacílio Correia – Olho D’Água, principal por abastecer a cidade de Várzea Alegre, está na lista de 26 reservatórios que precisam de recuperação com prioridade máxima.

A informação é do Relatório Anual de Segurança de Barragens (Rasb) relativo a 2024, divulgado recentemente. A informação é do Diário do Nordeste.

Mesmo precisando de atenção máxima, isso não quer dizer, porém, que esses 26 açudes têm risco de colapso iminente. Na verdade, segundo a gerente de Segurança e Infraestrutura (Gesin) da Cogerh, Itamara Taveira, o levantamento aponta a necessidade de reparos para preservar as barragens e garantir seu funcionamento correto.

“Pode até acontecer de essas barragens que estão com prioridade de recuperação máxima estarem secas ou com volume muito baixo, e nem no médio prazo têm possibilidade de ruptura. Situação de emergência seriam as anomalias graves, que nem entram numa prioridade: elas já vão direto para recuperação”, destaca ao jornal.

A manutenção se torna essencial porque, aponta o Rasb, dois em cada 10 açudes estaduais têm mais de 50 anos de operação. “Esse dado evidencia a relevância de ações permanentes voltadas à manutenção e segurança dessas estruturas, de modo a preservar sua funcionalidade e reduzir riscos associados”, sublinha a Gesin.

O Olho D’Água tem 27 anos e está localizado no Sítio São Vicente, Zona Rural de Várzea Alegre. O reservatório tem capacidade total de 19 milhões de metros cúbicos de água.

No Ceará, existem 78 barragens de terra, cinco de concreto, quatro de alvenaria de pedra e duas mistas.

De acordo com o relatório, os problemas estruturais mais recorrentes são identificados nos vertedouros, popularmente conhecidos como sangradouros, por onde a água escorre se a capacidade for ultrapassada. Em 2024, foram 296 problemas detectados.

Nessas áreas das barragens, que geralmente são escavadas, o maior problema é a obstrução causada por vegetação. Em excesso, ela pode comprometer o fluxo da água.

Em segundo, com 237 casos, aparecem danos aos coroamentos ou cristas, o topo das barragens, onde pode haver o trânsito de veículos e cargas. A movimentação é capaz de danificar o solo, os meios-fios e o sistema de drenagem.

Em relação ao açude de Várzea Alegre, o levantamento não apresentou qual a anomalia existente.

foto divulgação