Brasil

Governo decide não acionar termelétricas mais caras

Brasília. Apesar da persistência da seca, o governo decidiu manter desligadas as usinas termelétricas mais caras do País, cujo custo está acima do custo marginal de operação (CMO) – sigla que expressa o valor de adicionar cada megawatt (MW) ao sistema. No jargão do setor elétrico, isso significa que o governo não aprovou o despacho fora da ordem de mérito. A informação consta da nota divulgada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), órgão presidido pelo Ministério de Minas e Energia (MME)

“A segurança do suprimento eletroenergético está garantida em todo o território nacional”, reiterou o CMSE, ressaltando que a previsão é de “manutenção do elevado custo associado à geração”. O órgão tem realizado reuniões semanais para avaliar as condições de abastecimento de energia. A próxima está marcada para 9 de novembro.

Ainda na nota, o CMSE informou que risco de faltar energia no ano que vem é de 2,8% nas regiões Sudeste e Centro/Oeste e de 0,1% no Nordeste.

O governo voltou a destacar a adoção de medidas para elevar a segurança do sistema, como importação de energia da Argentina, fornecimento de combustível para térmicas disponíveis e sem contratos.

Para os próximos sete dias, a previsão é de chuvas mais volumosas na maior parte do Sudeste, Centro-Oeste, no centro-sul da Região Norte e no oeste da Região Nordeste. O começo do período úmido, quando as chuvas deverão ser mais intensas e próximas da média histórica, deve ocorrer ao longo deste mês, em um prazo estimado entre 15 e 30 dias. Em outubro, as chuvas ficaram abaixo da média histórica em todas as regiões do País.

No mês passado, 1.196,4 megawatts (MW) de energia foram adicionados ao sistema elétrico, além de 92 quilômetros de linhas de extensão.

Entre janeiro e outubro, a energia adicionada soma 5.917,8 mil MW, além de 1.881 km de linhas de transmissão. O principal destaque foi a entrada em operação comercial da sétima unidade geradora da usina de Belo Monte, que adicionou 611,11 MW ao sistema.

Nordeste

Com a seca na região Nordeste, as usinas hidrelétricas de Xingó e Sobradinho reduziram a vazão a metros cúbicos por segundo. Para Três Marias, a defluência foi reduzida a 248 metros cúbicos por segundo, “a fim de assegurar o atendimento aos usos múltiplos da água no trecho entre esta usina e o reservatório de Sobradinho”. A expectativa é que os reservatórios atinjam 7% em Três Marias e 0,6% em Sobradinho no fim deste mês.

Fonte: Diário do Nordeste