Ceará

Líder do tráfico em Itapipoca é preso pela Polícia Civil

O chefe do tráfico de drogas no Município de Itapipoca e nas adjacências, Francisco Talvane Teixeira, 45, foi recapturado, por força de um mandado de prisão, cumprido pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), na última quinta-feira (4).

O mandado foi expedido pelo juiz titular da 1ª Vara de Execução Penal, Luiz Bessa Neto, no dia 13 de dezembro de 2017. O magistrado entendeu que Talvane Teixeira – que estava em regime aberto – cometeu falta grave e deveria regredir, provisoriamente, para o semiaberto.

O criminoso já tem condenações por associação para o tráfico, roubo e tráfico de drogas. De acordo com a Polícia Civil, Teixeira continuava comandando o tráfico de drogas em Itapipoca de dentro do Sistema Penitenciário, e intensificou a atuação criminosa, depois que progrediu de regime. “Ele também tem o domínio na região de Amontada e estaria em guerra para comandar o tráfico em Paraipaba e Trairi”, disse o titular da Draco, delegado Harley Filho.

Conforme Harley, o traficante não permite a entrada de facções criminosas e de crack em Itapipoca. “Ele não integra nenhuma facção criminosa. O próprio Talvane não permite que o crack ingresse lá por conta dos malefícios dessa droga”.

Captura

Uma equipe da Especializada se deslocou para Itapipoca e, com a ajuda da Delegacia Regional, conseguiu localizar o foragido, no Distrito de Barrento. Com Talvane, os policiais apreenderam uma pistola calibre 380, um carregador da arma, 37 munições, R$ 13.532 em espécie e talões de cheques preenchidos que totalizavam um valor de R$ 90 mil. “Quando foi capturado, ele fazia a negociação de um gado, mas estava portando a arma, o que mostra que ele é um indivíduo perigoso e inclinado ao crime e à violência”, disse o delegado adjunto da Draco, Alceu Viana.

Antes de se especializar no tráfico, Talvane se envolveu em roubos a banco e homicídios, segundo a Draco. O criminoso era considerado o líder de um bando, que envolvia um delegado da Polícia Civil, dois PMs, um perito e dois advogados. O grupo movimentava cerca de 150Kg de cocaína por mês.

Fonte: Diário do Nordeste