Brasil

Tarifa branca pode baratear energia; empresas criticam

São Paulo/Rio. Entrou em vigor, ontem (1º), a tarifa branca, nova modalidade de cobrança da energia para consumidores com média mensal superior a 500 quilowatt/hora (kWh). O cliente poderá optar por este modelo ou continuar pagando a conta pelas regras atuais. Na nova forma de cobrança, os preços vão variar ao longo do dia.

O sistema dá ao consumidor a possibilidade de pagar valores diferentes em função da hora e do dia da semana em que a energia é consumida. Se o cliente usar a energia nos períodos de menor demanda, como pela manhã, início da tarde e de madrugada, por exemplo, o valor pago pela energia consumida será menor. Nos horários de pico, o custo será maior. E essas faixas de horário serão definidas por cada distribuidora, ou seja, vão variar de cidade para cidade.

A tarifa branca, que mostra a variação do valor da energia conforme o dia e o horário do consumo, será oferecida para unidades consumidoras de baixa tensão, como residências e pequenos comércios.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), todas as distribuidoras do país deverão atender aos pedidos de adesão à tarifa branca das novas ligações e dos consumidores com média mensal superior a 500 kWh. Se o cliente achar que a tarifa branca não apresenta vantagem, ele pode solicitar sua volta à tarifa convencional.

Receitas

As distribuidoras criticam o fato de a nova tarifa ser opcional, o que pode gerar queda na receita. “Vai aderir quem já conseguiria ter uma redução na conta de luz sem ter que fazer nenhuma mudança de hábito. Da forma como está sendo implementada, os problemas são maiores do que as vantagens”, diz Nelson Leite, presidente da Associação das distribuidoras. A consultoria TR Soluções estima que o impacto em algumas distribuidoras pode chegar a uma queda de 3% nas receitas. Essa defasagem nas distribuidoras pode levar a um aumento da tarifa convencional.

Fonte: Diário do Nordeste